Como tomar decisões antes de uma consulta (nutricional)

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Quem me acompanha aqui no blog, ou então no meu Instagram e Facebook, sabe que gosto de embasar meus conteúdos, produções e posts em artigos científicos ou notícias de portais embasados com ciência. No entanto, hoje vou mudar um pouco minha abordagem e nesse texto, pretendo literalmente conversar com nutricionistas e demais profissionais de saúde que realizam atendimentos, sobre como tomar decisões durante uma consulta, seja ela nutricional ou não.

Brainstorming é o começo

Antes de tudo, se você é um profissional da saúde que vai atender pacientes, eu suponho que seus conhecimentos estejam em dia, assim como sua reciclagem informativa na área de atuação. O primeiro passo é enxergar cada paciente como um ser único, pois ele assim o é.

Dessa maneira, o brainstorming começa antes do atendimento em si e precisa levar em conta uma série de condições, tais como:

  • Motivo da consulta;
  • Necessidades do paciente;
  • Presença ou ausência de uma patologia.

Todas essas informações podem ser obtidas a partir do momento em que o(a) paciente entra em contato com a gente, para agendar uma consulta. Nesse momento, de maneira educada, basta apenas questioná-lo(a): “Qual o motivo da consulta? Quais são suas necessidades e objetivos? Você é portador de alguma patologia?”

brainstormming

Ter essas informações é o primeiro passo para começar a tomar decisões durante uma consulta.

Histórico e atualidade do paciente

Analisar o histórico e a atualidade do(a) paciente é o primeiro passo. Deixe-o(a) falar, explicar tudo o que se passa, leia os exames que ele levou, leve em conta o histórico de saúde, histórico familiar, alergias e tudo o que julgar importante.

No caso de nutricionistas, pergunte sobre realização prévias de dietas restritivas, preferências alimentares, relação com o alimento, horários de refeições. Tudo importa, tudo.

Baseando-se em estudos científicos

Hoje em dia, pacientes chegam muito informados ao consultório. Frases como: “Eu vi no Google que…” São frequentes, por isso a importância de continuar estudando e se basear em artigos científicos, principalmente se o paciente for portador de alguma patologia.

Drgoogle

Mas Murilo, em quais artigos devo me basear? Essa pergunta é interessante, e a resposta é simples, todos! Busque meta-análises, revisão de bibliografia e até mesmo artigos que não tiveram resultado positivo. Quanto mais informação tivermos, maior será a possibilidade de ajudar positivamente o(a) paciente. Faça observações e anotações e leve essas informações para o consultório.

O(a) paciente é diabético(a)? Vamos restringir os carboidratos simples, apostar em proteínas e gorduras de qualidade e aumentar o consumo de fibras.  Possui alterações intestinais? Podemos suplementar glutamina, evitar industrializados. É portador(a) de alguma autoimune? Podemos pensar em vitamina D e alimentos de cunho anti-inflamatório e antioxidante, como gengibre, cúrcuma, resveratrol e afins, por exemplo.

Isso é tomar decisões baseadas em estudos científicos (que pode não funcionar, como mostrarei no próximo tópico).

Individualidade do paciente

Por fim, é importante conhecer para posteriormente respeitar a individualidade do paciente. Os estudos científicos são importantes? Sim, sem sombra de dúvidas, mas o que está lá, nem sempre funciona de maneira linda e maravilhosa.

Um exemplo clássico de minha rotina: Tenho um paciente com Doença de Crohn, uma inflamação do tubo digestório. Literaturas mais do que recomendam a suplementação de cúrcuma longa, no entanto, em uma ocasião, suplementamos essa paciente com esse composto e ela teve uma crise, ou seja, ela não tolera, trata-se de um exemplo clássico de se levar em conta a individualidade do paciente.

Isso também vale para emagrecimento e ganho de massa muscular (situações pelas quais o nutri é amplamente procurado), o que funciona com um não funciona com outro. A nutrição não é uma ciência exata, assim como diferentes organismos não funcionam de maneira linear.

E concluindo…

Depois disso tudo, quero concluir que, tomar decisões durante uma consulta é uma verdadeira maçaroca, para se usar o português, é preciso estudar, se manter estudado, levar em conta individualidades específicas e ainda partir para tentativa e erro de modo ameno e controlado.

Infelizmente, não existe fórmula mágica, mas é possível ser muito assertivo, se você se manter sempre atualizado e isso vale não só para o nutricionista, mas para todos os profissionais da saúde.

E você profissional da saúde que está lendo esse conteúdo? Como você toma suas decisões durante uma consulta? Deixe um comentário contando se você concorda ou discorda com esse artigo. Sua opinião é de grande valia para fomentarmos um debate de qualidade.

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